quarta-feira, 28 de maio de 2014

Desabafo: debaixo dos caracóis dos seus cabelos uma ova

Você sabe o que eu fiz à 0h45 do dia 27 de maio de 2014? Assisti vídeos de “como pentear cabelos ondulados”. Daí você me pergunta: porque você estava assistindo isso menino? A resposta: sexta-feira eu tenho uma festa, por esse motivo, preciso treinar o que fazer com esse ninho de pomba bêbada que eu tenho na cabeça. A ideia era ir fantasiado de caçador, mas pelo andar da carruagem, vou acabar adotando o visual Monica Gellar na décima temporada de Friends mesmo.

Antes de prosseguir, gostaria de salientar que esse texto vai diretamente para a minha pastinha de provas de que os roteiristas cagaram totalmente na concepção do meu personagem, o que me dará o direito de fazer a diva arrogante [beijos Floor Jansen] e gritar com várias pessoas, além de pedir para não encostarem em mim e tomar os celulares que fotografarem com flash.

Voltando ao assunto do post, em meio aos muitos vídeos com dicas de escova, chapinha, cremes, ceras e etc. Pensei: eu deveria contar sobre a experiência de ter um cabelo ondulado.

Sim, cabelo onduladinho e cacheado é um charme, mas fique sabendo que esse sexy appeal do “cabelo anjinho style” vem com um preço muito alto a ser pago [e bota alto nisso, já que custear um cabelo tá quase igual a manter um filho da escola particular]. Se qualquer dia você enjoar do perucão, bom, problema seu, não importa o que você faça seu cabelo nunca vai mudar. Sua única solução é raspar.

Você vê um corte novo e pensa: legal, vou tentar. Esqueça! Não vai dar certo. Passe o secador e cinco minutos depois o cabelo está ondulado, tente uma pasta e ele ondula, gel e ele encrespa, um simples ventinho e ele vira um pandemônio. Quando vemos aquele pessoal com um cabelo cacheado bem estiloso, poderoso e sensual, o que não sabemos é que os bastidores provavelmente foram cansativos demais. Sem contar nos muitos dinheiros gastos para deixar as ondinhas bonitinhas e longe de qualquer destruição apocalíptica iminente. 

Pior é quando você consegue deixar ele bonitinho e sempre aparece um idiota com uma mão maldita e cheia de dedos falando: “ai como o seu cabelo é bonitinho” e bagunça todo o trabalho que você levou horas e mais horas para fazer. Qual é o tesão que as pessoas tem em enfiar a mão no cabelo de alguém? Que saco! Isso é invasão de privacidade. Eu me sinto agredido, estuprado, violado. Sem contar que o cabelo provavelmente ficou uma bosta de novo.


Ter o cabelo ondulado não é uma dádiva. Me desculpem Roberto e Erasmo, mas "Debaixo dos caracóis dos seus cabelos" meu cu, ok? [Tá eu sei que a música tem toda uma história macabra de ditadura e exílio por trás, não preciso de aulinhas de histórias, bjs]. É o famoso “pimenta nos olhos dos outros é refresco”.

Então quando você vir alguém com esse tipo de cabelo pense duas vezes antes de dizer: “queria que meu cabelo fosse assim”, porque acredite em mim, você não queria não. Lembre-se desse desabafo.

Mesmo assim, com toda a dificuldade, trabalho e lágrimas de nervoso, eu olho para os meus cachinhos e tenho orgulho deles <3.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Dona Adélia, uma senhora que enxerga o coração das pessoas

Esse texto é para contar um pouco sobre uma das experiências mais deliciosas que eu já tive na vida. Há algum tempo, eu prestava serviço voluntário em uma casa de repouso aqui perto de onde moro. Meu trabalho consistia em fazer companhia aos idosos residentes, que já não recebiam visita dos familiares com tanta frequência. Foi nessa missão que conheci (e me apaixonei) pela Dona Adélia, uma senhora de 82 anos, baixinha, cabelos brancos na altura dos ombros que ela tinha orgulho de escovar e dizer que sempre foram o que mais gostava em si mesma.

Dona Adélia sempre me contava história maravilhosas, algumas eu duvidava da veracidade e outras me tocavam muito. Certo dia, ela puxou assunto sobre sexualidade e eu vou contar como foi esse diálogo maravilhoso que mudou minha maneira de enxergar o mundo:

Dona Adélia: eu vi no jornal que um rapaz apanhou.

Eu: sério? A senhora sabe me dizer onde foi isso?

Dona Adélia: ah, foi naquela rua que os jovens vão muito, como chama mesmo?

Eu: augusta?

Dona Adélia: isso... Essa mesmo. Esse mundo está cada vez mais violento. Você toma cuidado por onde anda, não é?

Eu: tomo sim. Evito andar sozinho depois de certa hora e quando preciso, só ando por lugares que eu já conheço.

Dona Adélia: muito bem. O repórter disse que ele apanhou porque era gay.

Eu: pois é, o mundo está assim agora, se você é gay apanha.

Dona Adélia: por isso meu filho, tome muito cuidado.

Comecei a encarar ela. Ela sorriu e disse: eu sempre soube que você era diferente, esses dias eu vi você olhando para um outro rapaz que vem sempre aqui.

Eu, por alguma razão, totalmente sem graça, sorri e disse: foi por isso que a senhora começou a falar sobre o menino que apanhou?

Dona Adélia: foi. Eu queria saber se não estava completamente louca.

Eu: então a senhora não tem problema com isso?

Dona Adélia: eu? Não! O mundo está diferente de quando eu tinha a sua idade, antes eu ficaria horrorizada e tentaria fazer você parar com isso.

Eu: algumas pessoas ainda pensam assim, é triste.

Dona Adélia: você parece triste, o que houve?

Eu: nada não. É que esse preconceito todo me deixa um pouco pra baixo. Acredita que eu já ouvi até que não iria pro céu.

Dona Adélia: porque você não iria para o céu? Aguentar uma velha maluca de 80 anos que só sabe tagarelar sobre a vida, é mérito o suficiente para conseguir um quartinho lá em cima.

Eu: então a senhora não acha que eu vou para o inferno só por gostar de outros meninos?

Dona Adélia: filho, você é bondoso, atencioso e tem uma compaixão que ninguém vê atualmente. Acredito que isso é crédito para chegar aos céus.

Eu: bom, então acho que eu vou para o céu.

Dona Adélia: eu acho bom você ir mesmo, porque não quero ficar lá sozinha.

Eu, já querendo chorar: eu teria de visitar minha avó primeiro, mas a senhora ficaria triste se eu fosse em seguida?

Dona Adélia: depois me traga uma foto da sua avó, vou memorizar e procurar por ela quando eu chegar lá.

Eu: vocês vão se dar muito bem. Eu não a conheci, mas acredito que ela seja maravilhosa, assim como a senhora.

Dona Adélia: vamos esperar por você com bolo e café.

Eu: de cenoura, por favor. Mas será que tem no céu?

Dona Adélia: se não tiver, eles vão ouvir algumas reclamações.


E foi isso. Naquele momento eu percebi que uma senhora de 82 anos, era muito mais mente aberta do que a sociedade atual. Uma mulher que estava limitada a uma casa de repouso, conseguia enxergar as pessoas a partir do que elas realmente eram.

Dona Adélia já faleceu. Foi encontrar minha avó. As vezes minha orelha queima, tenho certeza que são elas falando de mim.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Dossiê sobre o comportamento das espécies em situações sociais acompanhadas de álcool: bar

Antes de começar, gostaria de dizer que esse texto não desrespeita nenhum capitulo do "Bro's Code", trata-se apenas de um estudo antropológico sobre o comportamento dos seres humanos de gênero masculino em ambientes sociais que envolvem álcool e danças do acasalamento para chamar a atenção de outras fêmeas ou machos.

Sábado é um dia típico, os seres humanos solteiros de ambos os sexos se juntam em bandos para se exibir,  a fim de conseguirem a atenção do sexo oposto, ou do mesmo sexo. Alguns bandos possuem líder, que decide onde todos devem ir e como devem se comportar, outros são mistos e contam com a presença de seres de ambos os sexos, mas todos estão sob a mesma pressão social: a pegação.

Foi-se o tempo onde os bandos saiam apenas para se divertir, atualmente, se você não beija na boca você é rebaixado três níveis até voltar a ser estagiário. Seu status social e de respeito é definido pela quantidade de saliva que você consegue trocar em uma única noite, ganha pontos extras quem conseguir finalizar com trocas de fluidos corporais, em outras palavras, coito.

Claro, estamos falando dos seres humanos de gênero masculino, as regras mudam completamente se você pertencer ao grupo feminino. Aparentemente na sociedade moderna, a evolução ideológica é feita cuidadosamente para que algumas coisas das eras passadas se mantenham fortes e consistentes. É o caso de toda a restrição em cima da liberdade sexual do grupo feminino. Não pode beijar mais de um macho, não pode copular logo de cara, desrespeite e será a vadia do grupo.



Mas esse texto é para demonstrar como os machos conseguem agir da mesma maneira, independente de se sentirem atraídos por fêmeas ou por outros machos. No último sábado resolvi sair com alguns amigos até uma balada na região da Augusta. O bar, que continha diversas opções de entretenimento como sinuca, pebolim, fliperama e uma pista de dança, me pareceu reunir uma grande quantidade de jovens seres humanos que poderíamos encaixar no grupo de pessoas "descoladas".

Como ultimamente faço parte do grupo de pessoas que não sabem mais se portar em espaços como este, saí para fumar um cigarro e fazer uma ligação. Enquanto tragava meu veneno preferido, parei para observar os grupos que estavam reunidos. Fumar é bem similar ao exercício feminino de ir ao banheiro em bandos, é muito difícil ver pessoas sozinhas. Quando um vai, todos vão. Como eu era o único fumante do meu grupo, lá estava eu falando ao telefone, fumando e observando. Um grupo de meninas tentava tirar uma "selfie" (auto retrato feito com o auxilio de aparelhos de telefonia móvel que possuem câmeras fotográficas embutidas), outro grupo composto apenas por rapazes conversava sobre a noite anterior, da qual alguém deu perda total e simplesmente estragou toda a diversão dos outros, outro grupo, dessa vez misto, tentava arquitetar um encontro às cegas para um dos membros que há tempos não saia com ninguém, duas meninas conversavam e fumavam e, ao meu lado, dois rapazes olhavam diretamente para elas.

As duas eram bem bonitas, loiras, cabelos repicados estilo Joan Jett, usavam saias bem justas, salto alto e blusinhas que com certeza foi modificada por elas mesmas para parecer original. Os dois eram estranhos, um era barbudo e o outro muito magro. Elas cochichavam sobre o bar, eles sobre elas.

Elas: - gostou daqui amiga?
- Gostei. A decoração, os jogos, a música, só poderia ser mais barato.

Eles: - E ai? Pegava?
- Ah, dependendo da hora.
- Ou do nível do álcool.

Enquanto terminava meu cigarro fiquei refletindo sobre a conversa e comecei a lembrar que já tivera diversas com meus amigos. O que me levou a perceber que homens são iguais, o que muda é a atração sexual. Certo dia estava com um amigo, que vou chamar de Ronaldo, e estávamos olhando as pessoas, esperando que algum nos agradasse (o que me lembra bastante de quando você vai à feira e olha se as verduras estão maduras o suficiente para comer), a conversa foi idêntica:

Eu: Olha ali, aqueles ali.
Ele: Pegava?
Eu: Dependendo a hora.
Ele: Ou se já rolou tequila.
~risadas~


Em que ponto da vida somos treinados para ser tão malvados assim? Da mesma maneira que julgamos, com certeza estamos sendo julgados por outros grupos. Quando o álcool passou a definir se você vai ou não beijar tal pessoa? E a atração? A química? Onde fica essa história?



Isso me fez refletir nos últimos dias. Estamos vivendo em uma era em que o romance está cada vez mais extinto e o desapego anda se difundindo entre as diversas classes. O status entre os machos se limita em ser o alfa do grupo, o comedor, o garanhão. Não existem mais primeiros encontros sem a obrigação sexual. Você não pode simplesmente sair por diversão, precisa beijar alguém. Esse peso social intensifica muito mais se pertencer ao grupo masculino, não entendo como a sociedade espera que você saia por aí metendo em todo mundo. Já passei da idade, né? Existe mesmo um problema em sair apenas por sair? Eu preciso mesmo ficar com alguém? Me mostre quantas vidas isso pode salvar, quantas árvores deixarão de ser cortadas, quantos órfãos serão adotados, quantas famílias serão abrigadas, enfim, me mostre a verdadeira importância disso para a sociedade que eu farei com toda certeza.

Não quero ser piegas, ou hipócrita, mas depois de algum tempo você cansa definitivamente de agir como adolescente e começa a pensar na vida como algo a mais do que simplesmente beijar alguém em uma noite de bebedeira.


terça-feira, 22 de abril de 2014

Justiça Divina!

Boa noite,

Hoje vai rolar uma participação mega especial de um amigo querido. Durante a tarde recebemos um dos vídeos mais incríveis do mundo com um final mais surpreendente que "O Sexto Sentido". Convidei o Caio para escrever uma review cheia de maldades e veneno, porque o que a gente gosta mesmo é falar mal dos outros. Vem gente:
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Você se considera um cidadão? Nem sabe o que é isso, né? ENEM está aí em novembro e não vai te perdoar. Depois não reclame que vai fazer faculdade "Estácio" e que a vida não sorriu pra você igual sorriu pros outros.

Um cidadão na concepção grega, tinha que ser homem e possuir grande quantidade de terra. No conceito atual, cidadão é um ser que vive em uma cidade, um grupo, ao qual se relaciona e desfruta de direitos e deveres. Se você paga seus impostos, estuda e trabalha, vive de acordo com os costumes do lugar que está inserido, você pode se considerar um cidadão.

Mas por que raios estou dizendo isso? Porque simplesmente quero introduzir um novo conceito: se considere cidadão se você já tiver visto este vídeo abaixo (aliás, eu poderia estar matando, lembre-se disso, mas quero te pedir pra ver até o final, porque é no final que contem o supra sumo do vídeo. Eu sei que tens trauma dessa frase devido a sua tia que envia todo dia no seu e-mail uma corrente no power-point que inclui essa mensagem, mas você não irá se arrepender):




Se você pulou ou não viu, desculpa, mas é como se você não tivesse RG, CPF, título de eleitor ou certidão de nascimento. É como se não existisse! Não que alguém iria sentir falta, mas enfim...

Como deu para ver, o vídeo é daqueles simples, mas que você vai levar pra vida toda. Não tem chroma key (uma pena), nem defeitos especiais, mas não é por isso que vai perder algum ponto.

Agora que você já está por dentro do reason why deste texto, vamos ver os pontos principais? Vem que a gente tá cheio de veneno pra destilar...

Já de cara nosso artista deixa um recado:



Mas não é um amigo que a gente deve levar pra vida toda, minha gente? Já avisa do perigo. Mesmo assim, se você sofre de qualquer problema cardíaco e não se aguenta de curiosidade, toma seu Losartana e vem ver isso comigo.

Já de cara a gente vê o nome do artista: Patrick Maciel. PAAAA (barulho de tapa na cara). Você acaba de levar um tapa na cara desse nome composto. Gente, eu acho que em algum lugar no mundo existe um grupo de mães que trabalham somente pra criar esses nomes que a gente adora: Victor Frederico, Maria Escandinava, José Zorro, Viviane Lorrane, Jhessycah* Mharahhh Recalque Bate e Volta (sim, tem uma estrela no nome). É um tipo de sociedade secreta que a gente nunca vai saber aonde se reúne, quanto ganham, por qual motivo existem... Essas mulheres pegam a mesma fila do Carrefour que você, ainda está preocupado com os Iluminatti? Emoticon da Kelly Clarkson rindo pra você:



E o nome da obra prima? HASHTAGESPELHO. PAAAAA (outro tapa, do outra lado da cara). Nome moderno, ele sabe que vai fazer sucesso.

Apresentação: Patrick Maciel. Artista novo tem que se apresentar: "Prazer, Pratick".  E ele pergunta: "Tá preparado pro show?" Gente, se eu fosse vocês já tomava outro Losartana.

Ele dança no meio fio!!!1111ONZE Cadê a CET pra tirar esse animal da pista? Se você  tivesse de carro passando nesse túnel, o que faria? Passaria em cima? Daria uma carona? Faria um velozes e furiosos pra desviar da criatura? Só na hora pra saber!

Imagina que pra ir pra uma dimensão cheia de amor, dinheiro e Chandon, você teria que passar por esse túnel. Sim, esse túnel do terror. Você passaria ou ficaria com a Uni na Caverna do Dragão pra sempre?? Ta difícil de responder ou já estão procurando o Tiamat pra queimar esse menino?

E o cenário do clipe? Pra que filmar no cemitério e acabar com o "sono dos justos" das pobres almas? Com tanta profanação, há de se esperar que qualquer alma calma e amiga, não se torne uma alma penada ao ver seu tumulo violado. Depois vem fantasma assombrar e não sabe o motivo. No minuto 1:48 ele ainda dança com uma coroa de flores. Uma COROA DE FLORES. Sabe aquela coroa de flores que você comprou com rateio dos seus amigos pra dar pra colega da firma? Olha só o que estão fazendo com ela! Inclusive, pra que dar flor pra coitada depois que ela morreu, ao invés de comprar um buquê enquanto ela estava viva? Por que tem que ser assim?

E no segundo 1:52 que aparece o amante latino da nossa estrela? Usando sunga florida e óculos escuros, DENTRO do ninho de amor. Já fizeram amor com alguém de óculos escuros? (peço permissão para essa licença poética onde escreverei "fazer amor" devido à timidez. Obrigado). Não, né? Ninguém é idiota. Nem se você tiver fetiche em policial isso acontece. O coitado deve estar morrendo de vergonha de ser reconhecido. 

E a TV passando cenas eróticas pra excitar? Quem nunca, né migas? Será que é Emanuelle? (Emanuelle, uma saudade).
E a dança? Parece um polvo viciado em rivotril! Não para de mexer os braços. E todo o Rihannismo presente na dança com o guarda-chuva? Cadê Noé com o dilúvio nessas horas pra afogar? Mas ele afronta Noé e dança sensualmente no chuveiro pra mostrar que não derrete fácil. E a dança em cima da pia? A Pia ta sustentada por um pau! Vai caiiiiiiiiiiir. KATAPLOFT (Sonho meu rs).

E os looks? Chora na polaina dele! Eu disse POLAINA dele! No século XXI.

E no final do vídeo? Você acredita em Justiça Divina? Sei, você é ateu! Mas sua mãe sabe disso? Bom, se não acredita vai acreditar. Ele simplesmente resolve sensualizar com uma cruz e descobre da pior forma que ela está solta! HAHAHHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAA

Sequência de emoticons de risada:



Cai que nem cocô! Isso é por brincar com o povo do Senhor!!!



Se quebrar um HASHTAGESPELHO já dá sete anos de azar, imagina uma cruz?

Falando em espelho, que é o nome desse terror, imagina ficar preso com ele em um labirinto de espelho? (oi infância) Imagina ver vários Patricks Macieis? Sente a febre de ver refletido pra sempre a face desse Cavaleiro do Apocalipse.

Já que estamos no cemitério, vamos dar as mãos e morrer juntos para não ver mais isso? Pega sua coroa de flores (por favor, não deixa ela com o Patrick), cavuca uma terra fofinha e vem morrer que essa terça pós-feriado não foi fácil.

E se não gostou do texto, faço igual o Patrick: “VOCÊ E SUA OPINIÃO, FODA-SE”.

Brincadeira, amo vocês!

Por: Caio Augusta Ferreira


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Sempre imaginei me apaixonar em uma cafeteria

O cheiro inebriante do café, o cinza da cidade, as pessoas que transitavam ao lado de fora com seus casacos e cachecóis, o barulho das páginas de livros que viravam, o tilintar da xícaras que batiam no pires entre um gole e outro, as conversas paralelas, os primeiros encontros... No meio de tudo isso se encontrava um jovem, alto, de cabelos castanhos e ondulados, expressão séria, fixado em um livro da Agatha Christie, provavelmente tentando desvendar mais um misterioso assassinato antes do detetive.

Ele venerava cada frase do livro e dividia seus pensamentos entre a história e a vontade de um dia se tornar um grande escritor. No auge de seus 25 anos, começara a temer que isso seria um sonho ainda distante, mas sabia que no fundo não iria desistir, não era do tipo que desistia.

Enquanto degustava seu café, observava por cima do livro os casais apaixonados que se aqueciam com um delicioso chocolate quente, abraços e beijos. Suspirou. Sempre adorou cafeterias. Aquela em especial, era seu lugar favorito no mundo. Conhecia alguns dos garçons, chamava-os pelo nome. Que lugar maravilhoso. Quantas histórias aquele lugar poderia contar, daria para escrever um livro sobre. Ele mesmo já tivera inúmeras histórias passadas ali. "Meu lugar favorito no mundo", pensou.

Fechou o livro, colocou-o cuidadosamente sobre a mesa, olhou pela janela, enfiou as mãos no bolso do casaco, puxou o celular, abriu o bloco de notas e escreveu: sempre imaginei me apaixonar em uma cafeteria, durante o inverno, enquanto tentava desvendar o assassinato de alguém em algum romance policial. Sempre imaginei me apaixonar em uma cafeteria, em um dia frio como este, quando todo mundo busca por um refúgio aconchegante e um café quentinho. Quando não existem mais mesas livres e eu teria de ser gentil e dividir o lugar com algum estranho. Esse estranho puxaria assunto sobre o meu livro, perguntaria sobre a história, depois diria que aquele era seu lugar favorito no mundo. E então conversaríamos e tomaríamos café. Não é impossível. Nada é impossível para o inverno e muito menos para o café.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Bionic versão minha vida

Olha esse ano de 2014 está uma verdadeira zona! 
Terminei 2013 achando que simplesmente iria fazer a cara das inimigas de passarela e desfilar por cima, mas os roteiristas da minha vida certamente tinham outros planos para o personagem principal. Com certeza eles tiveram várias influências para essa temporada, assim como nas outras, mas fico irritado ao pensar que em tanta coisa boa na cultura pop para se inspirarem, resolveram usar Maria do Bairro. 
Espero que tudo isso tenha algum propósito maior, daqueles que você aprende uma grande lição de moral no final, sabe? E o público consegue ver a evolução do personagem. Contudo, já na minha vigésima quinta temporada (só Os Simpsons chegaram tão longe e eu to quase pedindo os roteiristas deles), pensei que as coisas para este pobre protagonista, dessa comédia de humor britânico (aquele que ninguém compreende), estariam melhores.
Nunca me senti tão Bionizado (se você não é viado o suficiente para pegar essa referência, sinto muito, beijinho no ombro). Só para você entender como provavelmente anda rolando um humor negro nessa temporada, ontem eu estava no bar com um amigo, quando eu avisto um alvo interessante, um boy de aparência rústica. Olhei, ele olhou, ficamos nisso por um tempo e eu comecei a me sentir cansado. Ao mesmo tempo, meu amigo paquerava um outro rapaz. Ele resolveu ir ao banheiro e eu decidi dar o próximo passo em busca da vitória na conquista. O que eu não esperava era que o mocinho, alvo do meu amigo, fosse fazer a maldita e me passar a perna. Ele simplesmente chegou no rapaz rústico. 
Minha reação:
Sério! Não foi fácil. Fiquei lá chupando o dedo. Depois disso tentei flertar novamente com outro, mas eu tava com a confiança abalada. É um saco quando você começa a não se sentir sexy o suficiente para chamar a atenção de um cara (ou mulher). 
Porque deixamos esse tipo de situação mexer com nossas estruturas de uma maneira tão forte? Como a auto confiança é frágil e pode ser abalada com um simples gesto, não é?
Fiquei bebendo por mais um tempo com meu amigo e resolvi vir para casa dormir. No caminho de volta fiquei fazendo as perguntas que todos nós fazemos após uma noite mal sucedida: o que será que há de errado comigo? 
Quando algo assim te acontece você repassa o momento várias e várias vezes na sua cabeça. Será que eu estava com a roupa certa? Será que meu cabelo estava arrumado? Ou estava essa bosta de todos os dias? Será que eu tinha sujeira nos dentes? Na barba? E por aí vai. É difícil ser solteiro. É mais difícil ainda ser solteiro e gay. O mundo gay é cruel, é pior que o mundo das garotas. Todos estão prontos para te julgar de maneira pesada no primeiro deslize. Esse mundo é tão cheio de regras: 
- Não seja gordo. Mas não seja bombado.
- Não seja maricas, mas não seja machão demais.


Naqueles dias que você coloca a primeira roupa que vê e não tem disposição nenhuma para ajeitar o cabelo, ou aparar a barba, fica difícil.
Saudades de quando eu só precisava me preocupar se minha mãe havia gravado "O Fantástico Mundo de Bobby" para eu assistir durante a tarde.

quarta-feira, 19 de março de 2014

A Perfect Contradiction - Paloma Faith

Antes começar a rasgar seda para esse novo álbum da Paloma Faith, preciso contar como conheci a ruiva. Foi no Orkut. Sim, faz um tempão (mesmo ainda achando um absurdo considerar 2008 um passado longínquo, foi tipo, semana passada), eu estava na comunidade da Joss Stone e alguém, em algum fórum, fez uma comparação entre a Joscelyna e a Palomão. Fiquei curioso para saber quem era essa perigosa na noite e pesquisei no Youtube. A primeira música que apareceu foi “New York”. Com uma voz forte, rasgada, bem Soul, adorei tudo no clipe e na música. Resolvi baixar o álbum de estreia dela chamado “Do you Want the Truth or Something Beautiful?” que tem dez músicas ungidas e cheia de poder.


Em 2012 ela lançou o segundo álbum chamado “Fall To Grace” com um lead singer que de tão maravilhoso fazia você sair do próprio corpo.


Agora Palomão chegou com um trabalho novo sambando na cara do recalque e mostrando que ela poderosíssima, fina e awesome. Intitulado de “A Perfect Contradiction” é só tiro, porrada e bomba de música boa atrás da outra.

Já começa com “Can’t Rely on You” que te convida a fazer a cara das inimigas de Sapucaí e sair sambando.



E vem “Mouth to Mouth” que é daquelas músicas que pedem palminhas no refrão, saca?


“Take Me” é uma vibe bem mais new Soul, com muito metal, muito jogo de guitarra, muito piano e uma batida que exige um dress code com Black Power bem tratado, daqueles que tem pente embutido e tudo mais.

Agora antes de ouvir a próxima música você precisa ter uma coisa na cabeça: uma carruagem de fogo descerá dos céus e te levará ao paraíso. “Only Love Can Hurt Like This” não é apenas uma música maravilhosa sobre dor de corno, é um tapa na cara da sociedade de tão poderosa. Com uma vibe que soaria perfeita para a falecida e saudosa Amy Winehouse, bem blues, a música tem uma levada mais sombria e a Palomety mostra que comeu o pão que o diabo amassou com esse trem chamado amor. Ela pode ter ficado triste, mas a gente pula de alegria com essa música que é puro louvor aos ouvidos. Já virou hino.

Aí você me pergunta: menino, mas depois disso o álbum consegue continuar bom? Graças a Deus, Todo Poderoso, Criador dos céus e da Terra, fica cada vez melhor. “Other Woman” te lembra os bons hits de cantores como Ray Poder Charles. O refrão tem aquelas backing vocals com permanente, calça boca de sino e que fazem passinhos com as mãos, sabe? Ah! Sem contar que a letra é uma fossa sem fim.

“Taste My Own Tears”, quem nunca? “And its make me crazy, cause I can’t stop thinkig of you”, clama Palominha. Quem nunca? (2) Essa música fala sobre aquele momento que você termina um relacionamento e não consegue tirar o encosto da sua cabeça. Você bebe, pega geral, passa o rodo mesmo, acorda na cama de estranhos, mas nada adianta, você continua pensando no filho de uma égua que te tratou como um lixo. E o que você faz? Chora! Até sentir o gosto das próprias lágrimas. Ai que loucura! Fiz isso ainda semana passada. Risos.


Mas depois de sofrer você vem com “Trouble With My Baby” que também é uma depressão sem fim, mas tem um ritmo frenético que faz você dançar em torno da própria sombra.

“The Bigger You Love” é a mais baladinha do álbum. Também é de fossa. Gente, quem será que partiu o coração da Paloma de maneira tão brutal assim? “Quanto mais você ama, mais você cai”, que isso colega? Vamos conversar, chega mais.

“Impossible Heart” fala sobre mim. Risos. “I fall in love to easily”, diz a Paloma no começo da música. No momento que ouvi isso eu pensei: SOU EU! SOU EU!!! EU AQUI!!! “My damn impossible heart, won’t save me, I can’t change”: SIM SOU EU! PARA DE CONTAR MINHA HISTÓRIA NA MÚSICA MENINA! Que absurdo, vejam só vocês! Tirando o fato de ela contar minha vida em uma música, a batida é maravilhosa, bem Donna Summer.  

Agora se liguem no nome da próxima música: “Love Only Leaves You Lonely”. Vem gente, preciso de um abraço em grupo. O que dizer sobre essa música que fala tanto sobre a vida? “Love, Just left me lonely. And I ain’t got nobody, to call my own”, tá? A verdade dita na sua cara. Essa é o tipo de música que você fecha os olhos, abraça o ursinho e chora no cantinho da cama bem encolhido. Depois se levanta, encosta na parede e chora escorrendo bem lentamente. Daí você deita no chão em posição fetal e chora mais um pouco. Aí levanta e sai vazada, jogando o cabelo, porque você não é obrigada que as inimigas vejam sua tristeza por falta de sorte com o amor. Vem amigue, eu te entendo.



Depois que você chorou toda a sua vida na música anterior, o álbum termina com “It’s the Not Knowing”, que é tipo: “ah foda-se, cansei de sofrer por você, quer ir pegar outra pessoa vá, isso não é o que dói mais”. E ai você fala isso na cara do bofe ou da bofa, grita na cara dele(a) e vai embora pro bar paquerar porque minha gente, a vida é mais que sofrer por alguém, né?


Quando o álbum acaba você ouve de novo. Deus abençoe cantoras como a Paloma Faith <3



Nota: 5 de 5